O aluguel residencial em São Paulo ficou 1,54% mais caro em fevereiro, na comparação com janeiro, de acordo com o Índice de Aluguel QuintoAndar Imovelweb. O levantamento mescla valores de contratos de locação fechados com os anúncios da base da companhia.

O aumento acumulado nos dois primeiros meses do ano é de 3,14%. Já nos últimos 12 meses, fica em 9,75%. É a menor variação encontrada entre as seis capitais pesquisadas pelo índice.

A maior variação anual ocorreu em Curitiba, com alta de 22,53% no período, seguida pelo Rio de Janeiro, com aumento de 16,16% no preço da locação.

Em fevereiro, a maior variação também foi em Curitiba. A menor ocorreu em Belo Horizonte, de 1,2%.

Como comparação, o IGP-M, usado para corrigir contratos de locação, teve variação negativa de 0,52% em fevereiro e um acumulado negativo em 3,76% nos últimos 12 meses.

Apesar do aumento mais tímido, São Paulo tem o maior preço cobrado por metro quadrado na locação, e de longe. O valor médio ficou em R$ 61,70 em fevereiro, ante R$ 45,45 em Brasília e R$ 39,51 no Rio. O menor valor entre as capitais analisadas está em Porto Alegre, de R$ 33,21 por metro quadrado.

Thiago Reis, gerente de dados do grupo QuintoAndar, afirma que a variação do preço em São Paulo aponta para “uma possível mudança de ciclo no mercado de locação residencial”, após um período prolongado de altas fortes. Em 2022, chegou a bater 15% de alta acumulada em 12 meses, que desacelera desde então. “O mercado não está retraindo, mas crescendo de modo mais lento neste início de ano. Trata-se de um possível ajuste após períodos de alta intensidade”, diz.

Nos contratos de locação fechados dentro da plataforma da empresa, em São Paulo, foi dado um desconto médio de 3,4% sobre o valor do anúncio. Esse desconto tem se mantido estável. Foi de 3,6% em janeiro deste ano e de 3,3% em fevereiro de 2023.

O levantamento identificou ainda os bairros paulistanos com maior valor cobrado pelo metro quadrado para locação, aqueles que mais se valorizaram nos últimos 12 meses e os que perderam valor no período. Veja abaixo.

Bairros mais caros para alugar em São Paulo

  • Vila Olímpia R$ 96,4
  • Brooklin R$ 86
  • Itaim Bibi R$ 83
  • Pinheiros R$ 81,1
  • Vila Nova Conceição R$ 80,9

Bairros paulistanos que mais se valorizaram nos últimos 12 meses

  • Vila Pompéia 29,7%
  • Planalto Paulista 28,1%
  • Bom Retiro 27,7%
  • Vila Constança 26,5%
  • Jardim Anália Franco 25,9%

Bairros paulistanos que mais se desvalorizaram nos últimos 12 meses

  • Alto de Pinheiros -4,7%
  • Vila Esperança -4,3%
  • Morumbi -3,8%
  • Vila Ede -2,9%
  • Vila Aricanduva -2,9%

Aumento do preço de imóvel para compra acelera

Já para quem deseja comprar um imóvel, os preços ficaram 0,34% mais caros na cidade em fevereiro, segundo o Índice FipeZAP. Em todo o país, a média de aumento nos preços foi de 0,49%, uma aceleração ante os aumentos de 0,36% em janeiro e 0,29% em dezembro. O levantamento reúne dados de 50 cidades.

No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento no país foi de 5,31%, enquanto em São Paulo foi de 4,69%.

O preço médio do metro quadrado para venda na capital paulista foi de R$ 10.739 no mês passado, ante uma média nacional de R$ 8.791.

Os cinco bairros paulistanos mais caros para comprar um imóvel, segundo o preço médio do metro quadrado, são: Itaim Bibi (R$ 17.088), Pinheiros (R$ 16.325), Jardins (14.890), Moema (R$ 14.532) e Vila Mariana (R$ 13.234).


Fonte: Por Ana Luiza Tieghi, Valor — São Paulo, 09/03/2024