O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira (7) que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil caiu pelo terceiro ano consecutivo. Em 2016, o setor e a indústria de transformação tiveram os piores desempenhos dentro da área de serviços no ano passado: -5,2%. Apesar do resultado negativo do PIB em 2016, a retração é menor do que a apresentada no ano anterior, de 7,6%. Já em 2014 a taxa foi de -2,4%, após registrar alta de 1,9% em 2013, 1,4% em 2012, 3,6% em 2011 e 11,6% em 2010.

No quarto trimestre do ano passado, por sua vez, a queda do PIB da construção civil foi de 2,3% em comparação ao trimestre anterior e de 7,5% em relação aos últimos três meses de 2015.

Outro dado preocupante, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), foi a retração de 10,2% da taxa de Formação Bruta de Capital Fixo, pela qual a construção responde por 55%. "Com isso, a taxa de investimento no ano de 2016 caiu para 16,4% do PIB, abaixo dos 18,1% de 2015. Distanciamo-nos ainda mais do patamar acima de 20%, condição necessária para o início de um crescimento sustentável da economia", disse José Romeu Ferraz Neto, presidente da entidade.

Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os dados divulgados pelo IBGE exigem esforço ainda maior na adoção de medidas que revertam o cenário de deterioração e favoreçam a retomada do investimento no país. "Esse resultado aponta o ápice da crise e o tamanho do desafio que temos a enfrentar", avalia José Carlos Martins, presidente da entidade. "O governo está avançando na agenda de reformas estruturantes e na redução das taxas de juros, movimento essencial para reanimar a economia. Nossa expectativa é perceber um novo cenário já no segundo semestre", completa.

PIB nacional

Já o PIB nacional totalizou R$ 6.266,9 bilhões em 2016, o que representa uma diminuição de 3,6% sobre o ano anterior. Todos os setores pesquisados pelo PIB tiveram taxas negativas: agropecuária (-6,6%), indústria (-3,8%) e serviços (-2,7%). No quarto trimestre de 2016, especificamente, o indicador obteve uma queda de 0,9% em relação ao terceiro trimestre de 2016.

A taxa de investimento no ano de 2016 foi de 16,4% do PIB, abaixo do analisado no ano anterior (18,1%). A taxa de poupança foi de 13,9% em 2016, diante de 14,4% no ano anterior.

Fonte: PiniWeb, por Gabrielle Vaz, 07/03/2017