O interesse de prefeituras e governos estaduais em projetos para PPPs (Parcerias Público-Privadas) aumentou quase três vezes de 2014 para o ano passado.
O número de PMIs (Procedimentos de Manifestação de Interesse, em que o governo autoriza o setor privado a fazer estudos para desenvolver um projeto de interesse público) cresceu 185% em 2015, de acordo com a consultoria Radar PPP.
A crise fiscal e a dificuldade para arrecadas explicam o fomento dessa modalidade de contrato, diz o sócio da consultoria Guilherme Naves.
A obrigatoriedade de as prefeituras assumirem a iluminação pública das cidades e as eleições municipais também estimulam as parcerias.
"Nos próximos 30 dias ainda haverá lançamento de projetos para tentar assinar contratos neste ano e deixar um último legado de prefeitos".
Muitas PPPs de pequeno porte têm dois problemas, de acordo com José Carlos Martins, presidente da Cbic (câmara da indústria da construção): a falta de garantias e a baixa qualidade técnica dos projetos apresentados.
"As prefeituras não sabem como formatar as propostas e o que pedir nos contratos. A União precisa dar apoio técnico", diz ele.
Martins sugere ainda a criação de um fundo garantidor, que seria acionado caso o órgão público deixasse de repassar valores à empresa.
Fonte: APeMEC, 07/03/2016

