Quando se fala em aquecimento do mercado imobiliário, pensa-se logo na construção civil e nos lançamentos de imóveis. Mas é interessante notar que o mercado de usados, ou avulsos, no jargão imobiliário, tornou-se muito disputado nos últimos anos e criou boas oportunidades, especialmente para quem deseja obter novos rendimentos. Trata-se de uma fatia bastante ativa: os usados correspondem a cerca de 70% do mercado imobiliário brasileiro.

A estabilidade da economia brasileira favoreceu quem adquire um imóvel, promove uma reforma, e o revende com um valor mais alto. “Até mesmo no mercado americano, onde há uma crise econômica, essa modalidade está indo bem”, comenta Renato Teixeira, corretor há mais de 30 anos e presidente da RE/MAX Brasil.

A compra do usado para futuro rendimento com aluguel também tem se mostrado bastante oportuna. “Os retornos obtidos com a rentabilidade do aluguel estão muito interessantes. A lei do inquilinato propicia garantias jurídicas aos proprietários”, comenta Renato.

Dentre as garantias jurídicas, está o prazo de 30 dias para eu o inquilino deixe o imóvel no caso de não renovação do contrato. Antes da lei, ele poderia permanecer por até 6 meses no imóvel.

O mercado de usados é considerado concorrido também pelo número de pessoas que ascenderam socialmente e desejam uma moradia melhor e mais espaçosa que a anterior, não necessariamente um lançamento – em geral mais caro, devido ao repasse do valor do preço do terreno e das tecnologias empregadas na infraestrutura do condomínio.

Outro fator que favoreceu o mercado de usados no Brasil foi a ampliação do oferecimento de crédito, que tornaram-se mais atraentes. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e de Poupança (Abecip), nos próximos anos, os brasileiros darão entradas cada vez menores nos imóveis, que chegarão a ter mais de 60% do valor financiado. De acordo com a Abecip, os recursos concedidos pelo sistema brasileiro de poupança e empréstimo para financiamento imobiliário atingiu cerca de R$ 85 milhões em 2012. Para 2013, a entidade projeta crescimento de 15% a 20% em relação ao ano passado.


Fonte: Obras 24 horas, 05/03/2013