A 11ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo suspendeu, ontem, a validade de licença prévia ambiental concedida para o bairro planejado Reserva Raposo, do grupo Rezek. A primeira fase do empreendimento foi lançada em dezembro. O projeto será construído em seis etapas, ao longo de oito anos, e terá o total de 17.960 unidades, o maior volume de unidades já lançado na cidade de São Paulo. Trata-se de empreendimento com 124 torres e Valor Geral de Vendas (VGV) de pelo menos R$ 4 bilhões.

Procurado pelo Valor, o grupo Rezek informou que ainda não havia sido notificado oficialmente.

A licença foi concedida pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente da capital paulista. Segundo ação movida pelo vereador Gilberto Natalini (PV), o licenciamento não pode ser concedido no âmbito municipal pois a área do empreendimento extrapola os limites dos municípios de São Paulo e Osasco. A Justiça determinou que a suspensão seja cumprida em 30 dias, com multa diária de R$ 1 mil a partir do fim desse prazo até a data de cumprimento, com o limite de R$ 1 milhão.

Em dezembro, a diretora de incorporação do grupo Rezek e responsável pelo Reserva Raposo, Verena Balas, informou ao Valor que o bairro planejado terá população de 60 mil habitantes e vai gerar mais de 15 mil empregos diretos e indiretos. No projeto, estão previstos condomínios para todas as faixas do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e 500 lojas.

O empreendimento está sendo desenvolvido em terreno de 450 mil metros quadrados conhecido como Raposão, comprado pelo grupo Rezek da Viver Incorporadora por R$ 165 milhões em julho de 2014. O projeto será construído pela Cury (70%) e pela ConstruCompany (30%). Na época do lançamento da primeira fase, a previsão era que as obras de infraestrutura começariam neste primeiro trimestre e que as edificações teriam início em junho. O financiamento imobiliário do projeto será feito pela Caixa Econômica Federal

Fonte: Valor - Empresas, por Chiara Quintão, 20/02/2018