Tiveram início ontem as obras que vão fazer a interligação entre as represas Jaguari (Bacia do Paraíba do Sul) e Atibainha (Sistema Cantareira). O empreendimento vai permitir a transferência de uma vazão média de 5,13 metros cúbicos por segundo (máxima de 8,5 metros cúbicos por segundo) de água da Jaguari para a Atibainha, garantindo maior segurança hídrica para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Considerada estratégica e tida como prioritária para aumentar os níveis de segurança do Sistema Cantareira, a obra terá custo de R$ 555 milhões e será realizada por consórcio constituído pelas empresas Serveng/Civilsan, Enge form e PB Construções. Previstos no Plano Di retor de Aproveita mento de Recur sos Hí dricos para a Macrometrópole Paulista, que lista as ações necessá- rias para evitar a escassez de água nas próximas décadas, os trabalhos devem gerar cerca de 5,3 mil empregos diretos e indiretos.

A previsão de entrega é para o primeiro semestre de 2017. O transporte da água captada entre as represas será realizado por adutora com 13,4 quilômetros de extensão e um túnel de cerca de 6,2 quilômetros. O sistema será composto, ainda, por estação elevatória e subestação elétrica. Mais de 9,5 milhões de pessoas serão beneficiadas diretamente na Grande São Paulo (12 milhões incluindo a região de Campinas). A Represa Jaguari de Igaratá tem capacidade para 1,2 bilhão de metros cúbicos de água.

Sozinha, ela armazena 20% mais água do que o volume útil dos quatro reservató- rios do Sistema Cantareira. A represa alimenta o Rio Paraíba do Sul, mas o sistema não será afetado pela nova obra. Até porque, futuramente, a transferência de água poderá funcionar também no sentido inverso (da Represa Atibainha para a Jaguari).

Isso otimiza a capacidade dos dois reservatórios, trazendo benefícios também para a popula- ção do Vale do Paraíba.

Itapanhaú – Outra obra considerada fundamental é o projeto de aproveitamento das águas da bacia do Rio Itapanhaú para a RMSP, que está na fase de obtenção da licença prévia, de acordo com a estratégia da Sabesp para aumentar a segurança hídrica da região. O aproveitamento da bacia do Rio Itapanhaú será realizado mediante a reversão de águas do Ribeirão Sertãozinho (formador do Itapanhaú) para o reservatório de Biritiba, visando ao aumento da segurança hídrica do Sistema Produtor Alto Tietê.

Em setembro de 2015, o Governo do Esta do já havia inaugurado a ligação do Sistema Rio Grande com o Alto Tietê, transferindo 4 mil litros por segundo. O Sistema Guarapiranga teve sua capacidade de produ- ção aumentada em 1.000 litros por segundo e o Sistema Rio Grande passou a produzir mais 500 litros por segundo.

O Sistema Guarapiranga teve sua capacidade de produção aumentada em 1.000 litros por segundo e o Sistema Rio Grande passou a produzir mais 500 litros por segundo. Também foram entregues a ampliação da transferência de água do córrego Guaratuba e a ligação do Guaió para o Sistema Alto Tietê.

São Lourenço – Além disso, está em andamento uma das maiores obras de aneamento do País, a construção do Sistema Produtor São Lourenço, que vai ampliar em até 6,4 mil litros por segundo a  produção de água na região. Essa obra, com conclusão prevista para outubro do próximo ano, vai permitir a captação de 4,7 mil litros por segundo, volume suficiente para atender 1,5 milhão de moradores dos municípios de Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jan - dira, Santana do Parnaíba e Vargem Grande Paulista. Desse total, hoje, cerca de 1,1 milhão são abastecidos pelo Cantareira.

A captação do São Lourenço acontece na Represa Cachoeira do França, em Ibiúna. Estão sendo instalados 83 quilômetros de tubulações, incluindo um túnel de 1,1 mil metros pela serra e uma passagem por baixo da Rodovia Raposo Tavares. Em parte do trajeto, os tubos chegam a ter 2,10 metros de diâmetro. Um dos pontos principais do projeto é o bombeamento da água para superar o desnível de 300 metros da Serra de Paranapiacaba.

A obra está sendo realizada pelo sistema de parceria público-privada com as construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, que investirão R$ 2,21 bilhões em troca da operação do sistema por 25 anos.

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Fonte: APeMEC, 17/02/2016