O consórcio formado pelas empresas Marquise, Vivante e PB venceu uma PPP (parceria público-privada) para construir e operar o Hospital Regional Metropolitano do Ceará, que demandará R$ 280 milhões em investimentos.

Hoje, esse modelo de parceria corresponde a 0,25% das receitas do grupo Marquise (dono de uma das maiores construtoras do Ceará, com faturamento anual de R$ 1 bilhão). A meta é que a parcela atinja 10,2% até 2018.

Essa foi a primeira PPP na área de saúde da companhia (e a terceira considerando outros setores de atuação). "Pretendemos continuar investindo nas parcerias de hospitais", afirma André Pontes, diretor da empresa.

A Vivante, por sua vez, planeja conquistar um projeto de PPP por ano. "Esses negócios costumam ser longos e ficam ao redor de R$ 12 milhões a R$ 15 milhões por ano. Se conseguirmos cumprir a meta, garantimos uma alta anual no faturamento de 3% a 5%", diz Daniel Rebello Figueiredo, diretor da Vivante.

No projeto do hospital do Ceará, por exemplo, o contrato é de 25 anos. Somados os aportes e as contraprestações, o governo pagará às empresas um total de R$ 2,46 bilhões.

O hospital terá 37 mil metros quadrados de área construída, 13 andares e 432 leitos. O consórcio será responsável pelas obras, pela aquisição e manutenção de equipamentos de diagnóstico por imagem e pela prestação de serviços não assistenciais.

Setor têxtil prevê reduzir investimentos, diz entidade

O nível de investimento na indústria têxtil entre janeiro e fevereiro deste ano será menor ou igual ao do mesmo período de 2014, afirmam 66,26% dos empresários ouvidos pela Abit (associação do segmento).

A maior parcela dos entrevistados (74,69%) também diz que a produção não crescerá. Em relação às vendas, 69,88% dos empresários acham que elas ficarão abaixo ou no mesmo patamar alcançado nos dois primeiros meses do ano anterior.

Editoria de Arte/Folhapress

"Essa percepção já reflete uma preocupação do setor em relação à política de rodízio de água, à subida da tarifa de energia e à alta da carga de impostos. Isso afetará o segmento ao longo do ano", afirma Rafael Cervone, presidente da associação.

Para 87,95% dos que responderam à pesquisa, o setor também não criará novos postos de trabalho.

"Estimamos encerrar o ano com menos 4.000 vagas. Em 2014, 20 mil empregos foram fechados", diz Cervone.

A inadimplência é outra preocupação: para 39,94% dos entrevistados, ela aumentará. Foram ouvidos 105 empresários. A Abit representa 30 mil empresas.

Mudança logística

O grupo gaúcho Metalfox, de fundição e móveis, vai construir um centro de distribuição e uma nova sede em Farroupilha (RS), com um investimento de cerca de R$ 50 milhões.

A companhia comprou uma área de 11 hectares, para onde pretende transferir as operações, hoje localizadas em Caxias do Sul.

"O espaço atual ficou pequeno e começamos a alugar outras áreas, o que causa dificuldade logística e aumento de custos", diz o sócio-diretor, Márcio Quadros.


A primeira das três empresas do grupo que será transferida para o novo espaço é a Rivatti, que atua com móveis e objetos de decoração.

A marca tem contratos de importação com fábricas em China, Vietnã, Malásia e Itália. "A região Sudeste é o nosso maior mercado no Brasil", diz o empresário.

Em seguida, serão transferidas a Renna, fabricante de componentes para móveis, e a Metalfox, de fundição de metais para as indústrias automobilística e de máquinas e equipamentos.

20 mil m²
será a área construída do novo centro de distribuição

70%
é a participação do segmento de móveis no faturamento do grupo

220
é o número de funcionários diretos

Resíduo desperdiçado

O país tem um potencial para gerar quase 1,3 GW (gigawatt) de energia a partir de resíduos sólidos urbanos, segundo um levantamento da Abrelpe (associação das empresas de limpeza pública).

O volume seria suficiente para abastecer 6 milhões de residências, de acordo com o cálculo da entidade.

Uma parcela dessa eletricidade pode ser produzida com o biogás dos aterros sanitários –a maior parte do material é hoje captada e queimada, sem exploração da capacidade energética.

"Há projetos em execução, como nos aterros São João e Bandeirantes, em São Paulo, e Gramacho, no Rio, mas são poucas as iniciativas", afirma Carlos Roberto Silva Filho, presidente da associação.

O valor necessário para a implantação das usinas diminuiu nos últimos anos, com o avanço da tecnologia, o que tornou mais viável a construção das térmicas, diz ele.

Outro volume de eletricidade sairia do tratamento térmico (queima) do lixo não reciclável. "É uma alternativa aos aterros. Hoje, já existem cerca de 1.200 plantas com esse perfil em todo o mundo."

Musculatura econômica

A indústria nacional de suplementos alimentares faturou R$ 1,2 bilhão em 2014, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior, segundo dados da Brasnutri (associação do segmento).

O desempenho ficou 11 pontos percentuais inferior a 2013, quando o setor registrou uma elevação de 21%.

"A queda ocorreu em razão da desaceleração da economia, que forçou o brasileiro a reduzir o consumo, e da penetração dos produtos importados", diz Synésio da Costa, presidente da entidade, que representa 35 fabricantes.

Hoje, ao menos 15% de todos os suplementos comercializados em farmácias e academias pelo país são estrangeiros. Essa parcela pode ser ainda maior, pois não há um controle da compra desses produtos por pessoas físicas, segundo Costa.

Neste ano, a indústria prevê faturar R$ 1,4 bilhão, 15% a mais que em 2014.

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Férias... A Iberia começará a oferecer a partir de março 12 novos destinos na Europa para clientes brasileiros. A companhia aérea também renovou as poltronas das classes executiva e turística.

...no velho mundo Entre as novas rotas saindo de São Paulo e Rio estão Florença, na Itália, Londres e Edimburgo, no Reino Unido, Hamburgo, na Alemanha, e Budapeste, na Hungria.

Pipoca... A rede de paleterias Los Primos fechou um contrato de exclusividade com a mexicana Cinépolis para instalar geladeiras e quiosques nas áreas comuns dos cinemas da exibidora em todo o país.

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Fonte: Folha de São Paulo, 10/02/2015