Em discurso em Indaiatuba (SP), a presidente Dilma Rousseff admitiu que não cumprirá a meta de uma das principais bandeiras do governo, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) devido a restrições orçamentárias. Segundo ela, a intenção é construir cerca de 2 milhões de moradias até 2018. Durante a campanha à reeleição, a promessa era de que a terceira fase do programa levasse à construção de 3 milhões de casas.
“Tivemos que rever valores, o Brasil passa por dificuldades. Nós estamos calculando que vamos fazer em torno de 2 milhões de moradias até 2018”, disse. De acordo com Dilma, até o final do mandato, serão cerca de 6 milhões de moradias nas três etapas do programa.
Desde o ano passado, quando o governo começou a ser pressionado a cortar gastos para reduzir o deficit orçamentário, o governo vem reconhecendo, inclusive publicamente, que o MCMV sofreria cortes.
Na campanha presidencial do ano passado, a petista chegou a afirmar que seus adversários Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) queriam acabar com o programa Na segunda (1º), em entrevista à Folha, o ministro do Planejamento, Valdir Simão, afirmou que o governo quer “acabar com o piloto automático dos programas federais, inclusive os das áreas sociais”.
Fonte: APeMEC, 04/02/2016

