O governo vai renovar o Pronampe e o FGI, disse nesta sexta-feira (28) o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao comentar o resultado das contas do governo central do ano de 2021. São dois programas de crédito criados durante a pandemia, o primeiro para micro e pequenas empresas e o segundo para as de maior porte.

Guedes citou os dois programas ao falar sobre as perspectivas de investimento para este ano e seu impacto sobre a atividade econômica.

“Quem errou previsões anteriores vai errar de novo, estou vendo taxa de investimento ir em direção a 19%, 20%”, disse. “Estou vendo PPI indo para R$ 1 trilhão.” Ele se refere a investimentos atrelados a concessões em infraestrutura, que são coordenados pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

“Estou em conversas mensais com indústria, todos com previsão de investimento para este ano”, acrescentou.

Ao mesmo tempo, indicou que há questões ainda a serem negociadas para destravar alguns investimentos. “O que espero é a cooperação da imensa maioria de brasileiros, estão no Congresso, TCU [Tribunal de Contas da União], governo, opinião pública”, listou.

As privatizações dos Correios e Eletrobras estão “na pista” para ocorrerem, disse. O Senado deve retomar as discussões sobre os Correios. Já a Eletrobras depende de uma última revisão pelo TCU. Guedes disse que o ministro relator, Vital do Rego, apoia a causa.

O governo insistirá em programas de primeiro emprego que não conseguiu aprovar no ano passado, disse o ministro. “Vamos seguir criando empregos e vem aí reavaliação pelo Senado do projeto 1045 [Medida Provisória 1.045], que criava 2 milhões de novos empregos, com Bônus de Inclusão Produtiva e Bônus de Qualificação”, citou. “Quem vai ficar contra a criação de 2 milhões de novos empregos para jovens nem-nem?”

“A minoria que tem saudade da corrupção na política e da estagnação na economia vai errar de novo”, apostou.

Guedes citou ainda que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reconheceu que o Brasil está no caminho correto. “Certamente seremos o primeiro país a satisfazer os requisitos [para ser aceito na organização]”, disse. A entrada na OCDE é importante na dimensão econômica, tributária, ambiental, avaliou. “Tenho certeza que o Brasil vai correr mais rápido, estamos muito mais avançados em relação a outros países.”

 

Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Lu Aiko Otta e Estevão Taiar, Valor — Brasília, 28/01/2022