Apesar das incertezas em relação à economia brasileira e ao ritmo da vacinação contra a covid-19, no país, a consultoria JLL espera aumento da demanda por escritórios corporativos, neste ano, considerando-se o aumento que tem havido da busca de áreas por potenciais ocupantes.

“Desde o começo de janeiro, temos movimentações interessantes de procura por parte de empresas de tecnologia, soluções digitais e ‘e-commerce’, segmentos responsáveis pela maior parte da absorção no ano passado”, conta a gerente de locação de escritórios da JLL, Yara Matsuyama.

“Em 2020, as empresas fizeram uma análise interna de ocupação, estrutura e do que poderia ser otimizado com o ‘home office’. Neste ano, estão buscando ter operação eficiente em espaço eficiente, utilizando ao máximo os recursos pelo preço adequado”, diz Yara. Há expectativa de absorção bruta maior ante os 245,6 mil m2 de 2020, quando houve queda de 44%.

A consultoria espera que o mercado paulistano de escritórios volte a ter absorção líquida positiva em 2021. Na prática, isso significa que as contratações tendem a superar as devoluções de áreas. No ano passado, houve absorção líquida negativa em 25,4 mil m2, conforme a JLL. “A readequação de espaços aconteceu, mas foi menor do que se esperava”, diz Yara.

O novo estoque de edifícios de alto padrão que chegou ao mercado somou 272,5 mil m2. Na média, os preços médios mensais pedidos por metro quadrado se mantiveram estáveis, fechando em R$ 84,81, ante R$ 84 no último trimestre de 2019.

Por outro lado, regiões como a da Berrini, foram mais impactadas por devoluções de áreas pelos ocupantes, e os proprietários precisaram ser mais flexíveis. As negociações ocorreram caso a caso.

Neste ano, haverá, conforme a gerente da JLL, “resquícios” de devolução de áreas, devido à defasagem entre a notificação feita pelo inquilino ao proprietário e a desocupação efetiva.


Fonte: Valor Econômico - Empresas, por Chiara Quintão — De São Paulo, 27/01/2021