Apesar da projeção de crescimento de 4,5% para 2014 - mais que o dobro da perspectiva do Produto Interno Bruto (PIB) -, a indústria de materiais de construção está trabalhando para administrar o aumento de custos de produção, que tem impactado sensivelmente as operações dos fabricantes.

"Nossas margens caíram cerca de 20% em 2013 e está cada vez mais difícil repassar custos", afirma o diretor superintendente do grupo Astra, Manoel Flores.

O executivo da fabricante de utensílios domésticos, metais e louças afirma que a demanda continua aquecida no mercado doméstico.

No entanto, explica Flores, a valorização do dólar frente ao real não tem sido capaz de frear o aumento das importações no setor.

"Dificilmente devemos repassar custos em 2014. Será mais um ano de margens muito apertadas", destaca o diretor do grupo Astra.

Para a fabricante de tintas decorativas Renner, do grupo PPG Industries, o ano de 2013 foi suficiente apenas para manter as margens.

"Registramos um resultado muito positivo no ano passado, no entanto, conseguimos somente manter as nossas margens", diz o coordenador de marketing do setor Arquitetônico da PPG Industries, Ricardo Cappra.


Fonte: CBIC, por Ivana Souza, 27/01/2014