O Índice de Confiança da Construção (ICST), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), caiu 0,2 ponto em janeiro de 2024, para 95,8 pontos. Na média móvel trimestral, o índice registrou 0,2 ponto de alta.

“A relativa estabilidade da confiança em janeiro reflete uma correção das expectativas. As empresas de infraestrutura ficaram menos otimistas. Em contraposição, a confiança das empresas de Edificações Residenciais avançou impulsionada especialmente pelas perspectivas com a demanda. Em todo caso, vale destacar que, apesar do ICST registrar um pessimismo moderado para o conjunto do setor, o percentual de empresas que espera crescimento da demanda supera o percentual de queda em todos os segmentos, sinalizando que a expectativa que prevalece para os primeiros meses do ano é de crescimento.”, observou Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do FGV Ibre.

O primeiro resultado do ICST de 2024 reflete exclusivamente a piora das expectativas dos empresários nos próximos mês. O Índice de Expectativas (IE-CST) cedeu 1 ponto, para 97,2 pontos. Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) avançou 0,7 ponto, para 94,7 pontos.

Os componentes dos ISA-CST variaram em sentidos opostos: o indicador de situação atual dos negócios subiu 2 pontos, para 94,4 pontos, e o indicador de volume da carteira de contratos recuou 0,6 ponto, para 94,9 pontos.

Os componentes do IE-S também tiveram variações contrárias. O indicador de demanda prevista para os próximos três meses caiu 3,3 pontos, para 97,6 pontos, menor nível desde junho de 2022, enquanto o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses aumentou 1,3 ponto, para 96,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da Construção teve retração de 1,7 ponto percentual, para 77,1%. Os Nucis de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos retraíram 1,6 ponto e 0,8 ponto, para 78,4% e 72,6%, respectivamente.

Ao longo de 2023, demanda insuficiente e falta de mão de obra qualificada disputaram o topo do ranking de maiores limitações à melhoria dos negócios no setor. A perspectiva de crescimento dos investimentos no mercado de edificações residenciais ao longo do ano, impulsionados pelo MCMV, deve aumentar a mão de obra qualificada como limitação, avaliou Ana Castelo.

 

Fonte: Por Felipe Frisch, Valor — São Paulo, 26/01/2024