Em sua primeira declaração pública desde que voltou de férias, em meados deste mês, o ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou que a vacinação em massa é “decisiva” e “fator crítico” para o bom desempenho da economia. Para ele, a aceleração do processo permitirá à economia “voar novamente”.

“A vacinação em massa vai garantir o retorno seguro ao trabalho. Temos dias melhores à frente”, disse Guedes durante a apresentação dos dados da arrecadação do ano passado. O Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, já registra mais de 217 mil mortos pela doença.

Para o ministro, é possível que o Brasil “surpreenda de novo”, assim como aconteceu em relação às expectativas de desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, se conseguir derrubar a taxa de mortalidade. “Para que a economia possa voar novamente, precisamos acelerar essa vacinação em massa”, afirmou.

Em um momento em que analistas econômicos revisam para baixo a previsão de expansão do PIB no primeiro trimestre, o ministro reforçou que a retomada da economia está acontecendo em “V”, como ele dizia.

Ele defendeu que o governo está tentando adquirir todas as vacinas para combater a pandemia e que ele é testemunha desse esforço. E aproveitou para parabenizar o trabalho da Fiocruz, do Instituto Butantan, das Forças Armadas e dos profissionais de saúde. Sem citar nomes, aproveitou também para fazer uma crítica: “Tem muita gente subindo em cadáver para fazer política, isso não é bom”.

Assim como em outros momentos, o ministro destacou a necessidade de aprovação de reformas pelo Congresso Nacional para ajudar na retomada da economia. Na volta do recesso dos parlamentares, haverá a eleição da mesa da Câmara e do Senado e a expectativa de Guedes é que ocorra uma “limpeza da pauta de votação”.

Ele disse várias vezes que muitas das pautas do governo, como as privatizações, não andam devido a um acordo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) com partidos de esquerda. “Vamos limpar a pauta logo na volta do Congresso”, frisou, ressaltando que o governo quer simplificar e reduzir impostos e que essa pauta está travada por “interdições”. “Queremos retomar”, acrescentou.

 

Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Edna Simão e Mariana Ribeiro — De Brasília, 26/01/2021