A Ferreira Guedes , construtora do grupo Agis, foi a empreitera que mais recebeu verbas do governo federal pela execução de obras no ano passado: foram R$ 485 milhoões, o equivalente a 17,7% do total despendido com o item.

O controladoe da empresa, Eduardo Capobianco, assumu o negócio em 2012. "Nós ganhamos concorrências importantes em uma fase de transição, em que as empresas da Lava Jato estavam todas combalidas", afirma.

Há um tipo de licitação, o Regime Diferenciado de Contrações, que é considerado arriscado por parte das construtoras, mas que a Ferreira Guedes participa. "O empreiteiro fica responsável pelo projeto e também pela execução. Sehouver erro, não há aditivo. Empresas mais enfraquecidas não querem se comprometer com preço global, mas nós fizemos.".

O setor de construção civil encolheu nos último anos, mas está mais aberto à competição, segundo o sócio. "A feição do mercado mudou: hoje não existe mais obra de ninguém. Oportunidades aparecem, e nós tentamos aproveitar o máximo".


Fonte: Folha de São Paulo, 23/01/2019