O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) abriu 2019 em alta - subiu 0,30% em janeiro, após queda de 0,16% no último mês do calendário anterior. Apesar de ter acelerado, o índice foi o menor para janeiro desde a implementação do Plano Real, em 1994.

Conforme dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prévia da inflação registrou alta de 3,77% em 12 meses, abaixo dos 3,86% apurados até dezembro de 2018.

A leitura de janeiro ficou levemente abaixo da média das estimativas apurada pelo Valor Data junto a 30 consultorias e instituições financeiras, de 0,34% de alta, com intervalo de 0,30% a 0,50% de aumento.

O indicador de 12 meses segue abaixo do centro meta de inflação, de 4,25% neste ano — a meta de inflação tem uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.

O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, o índice oficial de inflação. Nesta leitura, os preços utilizadas para o índice de inflação foram coletados de 13 de dezembro de 2018 a 15 de janeiro de 2019. O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.

Sete dos nove grupos de despesas que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) tiveram alta maior de preços ou deflação menos intensa na passagem de dezembro para janeiro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

O IPCA-15 foi de 0,30% no primeiro mês do ano, acelerando em relação ao índice registrado em dezembro (-0,16%). Apesar da alta, a prévia da inflação de janeiro foi a menor para o mês desde a implementação do Plano Real, em 1994.

Grupos

Dos grupos que tiveram aceleração de preços entre o fim de 2018 e o íncio deste ano, destacaram-se Alimentação e bebidas (0,35% para 0,87%), Habitação (-0,52% para 0,08%) e Saúde e Cuidados Pessoais (-0,58% para 0,68%).

Segundo o IBGE, o comportamento de Saúde e cuidados pessoais foi influenciado pelos itens de higiene pessoal, que subiram 2,23% em janeiro, após apresentarem queda de 4,46% um mês antes.

Habitação, por sua vez, foi influenciado pela alta da taxa de água e esgoto (0,70%), reflexo de reajustes no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. O gás encanado também ficou mais caro, por conta de reajustes no Rio.

Tiveram alta mais marcada Artigos de Residência (de 0,44% em dezembro para 0,58% em janeiro), Educação (0,02% para 0,31%), e Educação (0,02% para 0,31%). Transportes, por sua vez, reduziram o ritmo de queda (-0,93% para -0,47%).

O IBGE apontou ainda que Vestuário mudou de direção (de 0,31% para -0,16%) e que Despesas pessoais repetiram no começo de 2019 o avanço de 0,43% apurado no mês final do calendário anterior.


Fonte: Valor, por Bruno Villas Bôas | Valor, 23/01/2019