Após ter recebido uma manifestação de interesse da multinacional americana GE, o município de Vitória vai recorrer ao setor privado para terceirizar a gestão do sistema de iluminação pública.
A capital capixaba é mais uma cidade, depois de São Paulo, a lançar um projeto de PPP (parceria público-privada) para substituir as luminárias por modelos mais modernos, de tecnologia LED.
A prefeitura abriu um prazo para que outras companhias apresentem estudos --ainda não há uma projeção do valor que será investido pelo parceiro privado.
"Vai depender do modelo que será adotado, após análises dos projetos que vamos receber", diz André Gomyde, presidente da CDV (Companhia de Desenvolvimento de Vitória), empresa que é controlada pelo município.
Um ponto diferente em relação ao projeto de São Paulo é que o grupo vencedor terá de criar um sistema de internet sem fio gratuita para atender os bairros da capital.
Além de disputar os contratos em Vitória e São Paulo, a GE avalia a participação em projetos de outros municípios. "Acreditamos que esse modelo de negócio poderá se tornar um padrão", diz Sergio Binda, da GE Lighting.
A empresa estuda ter uma fábrica de luminárias LED no Brasil, caso conquiste as PPPs. Hoje, os produtos são importados de Estados Unidos, México e Hungria.
Em São Paulo, o projeto prevê a troca de 580 mil lâmpadas, com um aporte de R$ 2 bilhões.
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ENERGIA DE RESERVA
Com as termelétricas ligadas de forma ininterrupta por causa do menor estoque hídrico do país, cresceu a demanda pela locação de geradores de energia.
Aparelhos de grande porte, de até 1 MW (megawatt), foram demandados por usinas e concessionárias, segundo a multinacional Aggreko, que atua com soluções temporárias de energia.
"A procura por esse tipo de equipamento cresceu 15% acima do que planejamos para este início de ano", diz Thiago Moraes, da empresa.
Os geradores são alugados para que as termelétricas possam realizar a manutenção de suas máquinas sem que haja interrupção no fornecimento de eletricidade.
Também houve alta na procura de geradores por parte de indústrias e prédios de serviços, segundo Moraes.
Após o apagão ocorrido em parte do país na segunda-feira (19), a expectativa é que mais empresas recorram a sistemas alternativos, de acordo com Enilson Moreira, presidente da A Geradora.
"Há um receio de que interrupções voltem a ocorrer", afirma Moreira.
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Fusões de farmacêuticas superam US$ 200 bilhões
O volume de fusões e aquisições de laboratórios farmacêuticos no mundo bateu recorde em 2014 ao superar o montante de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 530 bilhões), segundo estudo da EY.
O valor é duas vezes maior que a média anual registrada na última década.
As empresas de genéricos e de medicamentos especializados, como as que produzem apenas remédios oftalmológicos, foram as que tiveram melhor performance. Elas desembolsaram cerca de US$ 130 bilhões em aquisições.
As grandes farmacêuticas, que nos últimos anos tiveram baixa atividade nesse mercado, incrementaram as transações e chegaram a cerca de US$ 90 bilhões em 2014.
"A participação de mercado delas vem caindo devido à perda de algumas patentes", diz Sergio Dutra de Almeida, sócio da EY.
"Enquanto em outros países as fusões buscam complementar portfólios, no Brasil, elas ocorrem para aumentar a capacidade de produção."
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INADIMPLÊNCIA COMPROVADA
O número de títulos protestados na cidade de São Paulo subiu 47,9% no mês passado, pulando dos 62.376 contabilizados em dezembro de 2013 para 92.293 em dezembro de 2014.
O levantamento é do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos, que mostra também que a alta foi bem menor quando a comparação é feita com novembro de 2014. Considerando essa base, o incremento ficou em 3,8%.
O total bruto de títulos chegou a 220.087 em dezembro, o que significa um crescimento de 8,66% em relação ao mês anterior.
As duplicatas representaram o maior volume de documentos protestados, 55%. Os cheques foram 3,6% do total.
O cancelamento de protestos, porém, também registrou expansão --de 5,68% na comparação com novembro.
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ALTA VOLTAGEM
Especializada em locação de máquinas, como geradores e torres de iluminação, a empresa baiana A Geradora investirá R$ 50 milhões neste ano em sua expansão.
"Apesar do momento ruim da economia, ainda há demanda por equipamentos, mesmo em segmentos que não passam por uma boa fase, como o de mineração", afirma o presidente do grupo, Enilson Moreira.
Parte do aporte irá na unidade de Macaé (RJ), que será ampliada para o atendimento específico de empresas de petróleo e gás.
Os recursos também serão utilizados na compra de novas máquinas --a empresa se prepara para participar de licitações para as estruturas da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.
"Vamos buscar contratos tanto para o fornecimento de energia como para a climatização de espaços que receberão os jogos", diz.
Em 2014, durante a Copa, a companhia atuou na entrega de 100 megawatts para os estádios de São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador e Natal e, ainda, na climatização do Maracanã.
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Na rota... O Brasil tornou-se, no fim do ano passado, o terceiro principal mercado da Copa Airlines em fluxo de viajantes, atrás do Panamá e da Colômbia. Até então, quem ocupava a posição eram os Estados Unidos.
...dos voos No ano passado, a companhia lançou 14 voos semanais no Brasil (sete em Campinas e sete no Rio de Janeiro), totalizando 92. Nos Estados Unidos, foram quatro, todos da rota Fort Lauderdale - Cidade do Panamá.
Selo... A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia) criaram um selo de energia.
...verde Receberão a certificação empresas que têm 20% da energia consumida produzida de forma sustentável a partir de biomassa de cana.
Chocolate... A Cacau Show contratará 3.500 empregados para atender no período anterior à Pascoa. O número é o mesmo de 2014.
....no forno A empresa, que projeta faturar R$ 3 bilhões em 2015, prevê uma alta de 25% nas vendas em relação à data do ano anterior.
Fonte: Folha de São Paulo, por Luciana Dyniewicz, Leandro Martins, Isadora Spadoni e Dhiego Maia., 21/01/2015

