A baixa taxa de retorno estimada nas aquisições de escritórios tem reduzido o volume de transações, segundo consultorias imobiliárias.
A estimativa, conhecida como “cap rate”, é calculada pela divisão da receita líquida esperada com o empreendimento pelo seu valor de mercado. Ou seja, quanto mais caro o ativo, menor o índice.
“A maioria das especulações de prédios comerciais inteiros ficam entre 7,5% e 9%, mas, na prática, para as transações ocorrerem, o patamar tem de ser menor”, afirma José Silvério, da Colliers.
Ao se considerar todas as negociações de escritórios de alto padrão em São Paulo em 2018, a média ficou em 8,85%, segundo Giancarlo Nicastro, diretor-executivo da plataforma de informações Siila.
Como a taxa de vacância nos espaços comerciais tem caído e o mercado começou a melhorar, a expectativa é que o cenário continue parecido em 2019, segundo Carlos Pacheco, diretor da Binswanger.
“Não faz muito sentido neste momento o indicador se descolar da taxa básica de juros porque há menos risco [no investimento imobiliário] e não há expectativa de alta da taxa básica de juros [Selic].”
“A maioria dos donos de lajes não está pressionada por dívidas, então colocam um ‘cap rate’ menor ou esperam por uma valorização”, diz Carolina Gregório, professora do MBA da Poli-USP e diretora da consultoria Unitas.
“Há exceções, como quando os proprietários das lajes são donos de outras empresas quebradas, por exemplo.”
Fonte: Folha de São Paulo, por Maria Cristina Frias, 17/01/2019


