Uma das principais portas de entradas para os investidores que estão na bolsa são os ETFs. Esses produtos são fundos passivos que replicam algum índice de ações ou de renda fixa e são negociados por meio do home broker da corretora. Porém, se em 2019 os ETFs de renda variável tiveram um bom desempenho e animaram os investidores, em 2020 isso mudou. Segundo especialistas, as perspectivas para 2021 são positivas, mesmo com um cenário ainda nebuloso.

O BOVA11, o mais popular fundo que replica o Ibovespa, teve alta de apenas 3,07% no ano passado, um pouco acima do índice de referência, que avançou 2,92%. A valorização é baixa, mas poderia ser pior. O DIVO11, que espelha o índice que reúne as melhores pagadoras de dividendos, teve queda de 1,12%. Já o IVVB11, que replica o S&P 500, da bolsa de Nova York, subiu mais de 50% no ano passado.

Especialistas apontam, contudo, que embora o cenário para 2021 esteja incerto, as expectativas para os ETFs de renda variável são positivas, especialmente para os que replicam o Ibovespa. Para eles, os ETFs continuam sendo um instrumento atrativo, especialmente para quem está começando na bolsa, já que oferecem diversificação em um produto simples e de baixo custo.


Fonte: Valor Econômico - Finanças, por Nathalia Larghi — De São Paulo, 15/01/2021