O número de vagas no setor de construção civil no País caiu ano passado no último quadrimestre, e isso certamente tem um impacto direto no resultado econômico. Afinal, foram eliminados 42,7 mil postos de trabalho, por conta do ritmo menos acelerado na construção civil. Assim, toda essa gama de pessoas passa a consumir menos, a se ver obrigada a tomar mais crédito para manter as contas, ou ainda a entrar no rol dos inadimplentes.
Contudo, apesar de inicialmente parecer alarmante, o número apurado com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), representa um indicativo curioso.
No acumulado entre janeiro e novembro de 2012, o volume de vagas no setor aumentou 6,22% - com a criação de 197,5 mil postos em todo o País.
Em termos de trabalhadores com carteira assinada, contabiliza-se no País 6,3% mais do que no mesmo período do ano anterior, no segmento. Apesar de oscilar como uma gangorra, o quadro demonstra que o cenário pede uma ação direta de estímulos à atividade econômica, dependente de aportes da iniciativa privada e do governo, que promete transformar o País em um canteiro de obras, principalmente por conta dos grandes eventos esportivos mundiais.
A perspectiva, com o quadro apresentado, é de uma mudança de cenário mais positiva e consolidada ao longo deste ano. E os otimistas denotam uma provável recuperação mais lenta do emprego na construção, já ao longo deste primeiro semestre de 2013.
Fonte: DCI, 14/01/2013

