O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), inicia o segundo ano de mandato com a perspectiva de não cumprir promessas de campanha em áreas como saúde e educação por falta de recursos. Haddad chega a 2014 sem um "plano B" para captar cerca de R$ 800 milhões previstos com o aumento do IPTU, barrado pela Justiça. Até mesmo a ajuda do governo federal pode não ser usada pela prefeitura, que diz não ter recursos para a contrapartida exigida pela União.
O secretário municipal de Finanças, Marcos Cruz, disse ao Valor que, sem o aumento do IPTU, está em xeque a realização de obras previstas no plano de governo, como a construção de creches. Na cidade, 172 mil crianças estão na lista de espera por uma vaga. Ele deu um exemplo de como os recursos federais poderão ficar congelados: no ano passado, Haddad assinou com o Ministério da Educação um acordo para a construção de cem creches, com a destinação de R$ 250 milhões da União para a cidade. Em troca, o prefeito tem que aplicar R$ 100 milhões na compra dos terrenos. "Se não tivermos R$ 100 milhões para isso, não conseguiremos receber os R$ 250 milhões".
Fonte: Folha de São Paulo, por Cristiane Agostine e Marta Watanabe, 06/01/2014

